Paraty: A realidade é mais bonita que as fotos

O título já sugere, mas reforço: as imagens que você viu – ou verá-, não correspondem nem à 60% da beleza desse lugar.

Provavelmente, depois de tanta redundância, você já deve ter pulado todo o meu post e ido direto pras imagens – nada profissionais – que, certamente já seriam suficientes pra convencê-lo que o destino da sua próxima viagem é Paraty, no Rio de Janeiro. Se você fez isso, não lhe culpo, mas peço encarecidamente que reconsidere e leia um pouco do que tenho pra falar desse lugar incrível! Sem dúvidas irá lhe ajudar muito quando estiver planejando a sua visita.

Informações importantes

Antes de mais nada, me sinto sempre na obrigação de compartilhar algumas informações que considero cruciais na hora de planejar ou visitar Paraty:

  • Paraty NÃO fica na região dos lagos (região de Búzios, Cabo frio e Arraial do Cabo), na verdade fica na direção contrária, praticamente na fronteira com o estado de São Paulo, na região da Costa Verde. Sei que parece uma informação bem óbvia e fácil de encontrar, mas ela é muito relevante e muitas pessoas acabam ignorando o fato de que a estrada para Paraty é mais longa e bem diferente da estrada para a região dos lagos. Portanto, fique atento!
  • Para quem parte do Rio de Janeiro, a BR-101 (Rio-Santos) é o caminho até Paraty e é uma rodovia excelente, diga-se de passagem. Já para quem parte de São Paulo existem várias alternativas.
  • Além da opção de ir de carro, existem ônibus que partem da rodoviária Novo Rio em direção à Paraty e os horários de partida são bem flexíveis, de 5 da manhã às 9 da noite.
  • No centro histórico de Paraty não circulam carros, tudo deve ser feito à pé. Existem estacionamentos em ruas próximas, mas em horários de pico como de almoço e jantar é muito difícil encontrar vagas.
  • Paraty segue as tendências e variações climáticas típicas da região sudeste ao longo do ano, portanto a temperatura abaixa um pouco no meio do ano e sobe um pouco mais no início/fim. A incidência de chuvas em Paraty é maior durante o verão.
  • Em determinada época do ano, geralmente de Maio a Agosto, o fenômeno das marés em Paraty é bem intenso, deixando a cidade alagada com um ar bem veneziano.
  • Paraty é cercada pela Serra da Bocaina, uma das maiores áreas protegidas da Mata Atlântica, e banhada pela Baía Carioca que, praticamente, forma um golfo, deixando as águas oceânicas bem calmas próximo ao litoral.
  • Por estar cercada de mata relativamente úmida, recomendo sempre ter em mãos repelente para evitar incômodos com mosquitos (muriçocas ou borrachudos, pros mais íntimos) durante os passeios.
  • Apesar de parecer bem pacata, Paraty tem um centro comercial muito interessante e forte, diretamente proporcional ao preço. Paraty é uma cidade turística relativamente cara, mas os vendedores e guias sempre estão dispostos a negociar os preços.
  • A única sombra que se encontra passeando pelo centro histórico durante o dia é dentro de algum loja, conveniência ou restaurante. Em outra palavras, não esqueça o protetor solar!
  • Praticamente todas as ruas da cidade são bem irregulares e feitas das famosas pedras “pé-de-moleque”. Então, procure evitar qualquer calçado com saltos! Essa talvez seja a informação mais valiosa da lista.
  • O horário de funcionamento dos estabelecimentos no centro histórico de Paraty variam, mas normalmente o horário de abertura é depois das 8 da manhã.

O que conhecer em Paraty?

PRAIAS!

Você DEVE aproveitar ao MÁXIMO as praias de Paraty.

Se não dei ênfase suficiente, vou repetir…

Vá conhecer as praias de Paraty! A única palavra que vem à cabeça pra descrevê-las é “maravilhosas”, mas talvez seja fraca pra resumir a beleza do mar e da paisagem banhada por ele. E como se não fosse o bastante, o contato com a natureza durante os passeios é uma experiência única! Ver golfinhos e tartarugas ao longo do passeio é, no mínimo, imperdível.

Uma foto nada a ver com o tópico mas é só pra reforçar a ideia sobre as praias

MAS…

Paraty não é feita somente de praias, muito pelo contrário, a riqueza histórica da cidade chama tanta atenção quanto a riqueza natural e está escancarada por cada esquina do seu centro histórico. Não é à toa que a cidade é patrimônio histórico nacional.

Um passeio pelo século XVIII

Se parasse por aí já era bom, mas além de passeios praianos e culturais, é possível explorar a natureza que cerca a cidade através de trilhas que vão de encontro à cachoeiras e que proporcionam vistas com perspectivas únicas da cidade.

Já deu pra perceber que planejar uma viagem pra Paraty não é tão simples quanto parece…

Passeios em Paraty

Um final de semana não dá pra fazer tudo que Paraty oferece, mas dá pra aproveitar bastante e tornar a visita uma experiência inesquecível, sem dúvidas!

Passeio de escuna pela baía de Paraty

Lembra do que eu falei sobre as praias de Paraty?

Você DEVE fazer esse passeio pela baía porque é nele que você vai encontrar as praias mais bonitas.

As praias no litoral de Paraty já tem uma vista muito bonita, mas as atrações, de fato, são as praias mais distantes em que é necessário pegar um barco para chegar.

Entendo que é difícil controlar a ansiedade mas como existem várias – várias mesmo– alternativas de passeios em que a sequência de praias e a duração podem variar, é sempre bom chegar um pouco mais cedo ao Cais de Paraty ou ao Areal do Pontal (área próxima à Praia do Pontal), e buscar informações tanto nas agências de turismo próximas quanto com os donos dos barcos, que muitas vezes fazem passeios independentes (e negociam com mais facilidade os preços). Mesmo que você já esteja programando a viagem há algum tempo e tenha procurado na internet sobre os roteiros dos passeios, sugiro que faça essa busca por informações, não custa nada e pode ser que você encontre uma oportunidade ótima como a minha.

Como era uma viagem rápida e de última hora, não me preocupei em fazer reservas de passeios com agências de turismo, decidi me virar na hora mesmo e não poderia ter sido melhor. Acordei cedo, não só pela ansiedade, mas também para aproveitar uma das coisas mais fascinantes que já vi na vida (mostrarei nos próximos tópicos) e ir ao centro histórico em busca dos passeios. Como era uma quarta-feira, o centro histórico estava praticamente vazio e tanto o Cais de Paraty como o Areal do Pontal estavam cheios de escunas atracadas. Aproveitei a situação vantajosa e fui perguntando sobre os roteiros e os preços para cada um dos guias que estavam junto às escunas até que encontrei o Seu Renato (nome fictício porque, infelizmente, fui traído pela minha memória, desculpa pessoal) no Areal do Pontal, que me ofereceu um passeio particular – já que eu era o único turista pelas redondezas – por 50 reais, bem acessível e depois do passeio vi que realmente foi um ótimo negócio!

No Areal do Pontal escuna disponível não era problema…

Após a rápida negociação, partimos do Areal do Pontal com o seguinte roteiro:

  • Lagoa Azul
  • Ilha Comprida
  • Praia Vermelha 
  • Praia da Lula

De antemão, preciso avisá-los que a escuna, normalmente, tem um espaço com sombra dentro, mas se você quiser aproveitar a água para tomar banho e etc, saiba que o sol é muito intenso, portanto, leve protetor solar!

Como falei no tópico informações importantes, a água na baía de Paraty é muito calma, então o passeio inteiro é muito tranquilo, não é uma preocupação para quem sofre de enjoo em barco e, mesmo que você ainda tenha medo, garanto que nos primeiros 10 minutos de passeio, observando a água cristalina, a serra e os animais que fazem participações especiais ao longo do caminho, você irá esquecer facilmente o que estiver lhe atormentando.

Onde é que eu estava mesmo? Ah sim…

Como eu era o único turista no passeio, a gestão do tempo de parada em cada lugar teoricamente ficava nas minhas mãos – uma responsabilidade que exigiu muita disciplina e maturidade psicológica – , mas sempre sendo lembrado pelo Seu Renato de que ainda tinha mais coisas para conhecer, me fazendo voltar pra realidade. Dessa forma, cada parada não passava de 1 hora, era tempo suficiente para se jogar na água, bater fotos e contemplar o lugar.

Como eu disse, exigiu muita disciplina e maturidade psicológica…

As primeiras paradas na lagoa azul e ilha comprida são, basicamente, para aproveitar o banho na água cristalina, tirar fotos com o cenário maravilhoso e brincar com os peixes que surgem de todos os lugares quando joga um farelo de biscoito no mar.

Por ser um passeio relativamente longo (em torno de 5 horas), há uma parada para almoço – não incluído no preço do passeio – na praia vermelha, no único restaurante que há na praia, o Bambu Bar. Se você estiver indo acompanhado da família, namorada ou amigos, ótimo, porque provavelmente você vai precisar de ajuda pra comer um prato, eles são muito bem servidos e a comida é muito boa (não sou muito crítico com comida, nem tenho um paladar apurado, mas acredito que comida boa é universal…), além do preço ser acessível e condizer com o que oferecem.

De bucho – muito – cheio, prosseguimos para a praia da lula, a ultima parada, onde tivemos o prazer de encontrar com golfinhos e tartarugas no caminho. Realmente uma experiência única!

A volta do passeio é tão tranquila quanto a ida, um pouco mais demorada e preguiçosa devido o cansaço, mas chegar ao Cais com tamanha satisfação valeu muito à pena!

Passeio pela cidade e centro histórico

Como disse anteriormente, as praias de Paraty são lindas, mas não é só isso de que a cidade é feita e um passeio pelas ruas que preservam o estilo colonial, visitando as construções da época, é obrigatório e praticamente inevitável.

E vocês não levaram à sério quando disse que era o único turista vagando pela cidade…

Aproveitando que não tinha nenhum passeio reservado e acordei cedo pra ir em busca de algo para fazer, estacionei o carro no limite de onde ainda é permitido circular e fui andando pelas ruas do centro histórico. Devido ao horário e por ser dia de semana, muitos estabelecimentos ainda estavam fechados (lembrando que é uma área turística, então os horários não são os convencionais de uma área comercial), mas deu para tomar um café em uma das várias conveniências que tem no caminho antes de perder meu rumo.

Em um intervalo de aproximadamente 2 horas fiquei surpreso com o tanto que deu pra conhecer.

As ruas coloniais por si só já exalam história, mas o passeio se torna realmente uma volta ao tempo quando pisamos dentro das igrejas da cidade. Todas elas remetem ao período que vai desde o século XVI ate o século XIV, dentro dos quais foram construídas. As igrejas à que me refiro são:

  • Igreja de Santa Rita
  • Igreja de Nossa Senhora das Dores
  • Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios
  • Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

Independentemente da crença e da religião, recomendo uma visita às igrejas, pois por trás delas há, além do significado religioso, o significado histórico (extremamente interessante, por sinal).

Tentativa de foto conceitual da Igreja de Santa Rita

Outra parada muito interessante foi a Casa da Cultura de Paraty, construída para preservar e divulgar a história da cidade através de objetos e obras da época. Ao longo do ano também são realizadas exposições de artísticas plásticos ligados à Paraty.

Agora, dentro desse City Tour que realizei por conta própria, o meu lugar preferido foi o Museu Forte do Defensor Perpétuo. É um pouco afastado do centro histórico e exige uma boa caminhada para chegar lá (digamos que eu tenha me perdido um pouco…), mas ao chegar, você percebe o quanto a visita é obrigatória para quem vai à Paraty. De cara você encontra uma casa com canhões, instrumentos musicais e até instrumentos de tortura, normalmente usados em escravos, do século XVIII e XIV. O tour é rápido, não é uma exposição muito grande, o que permite que você explore o resto do forte.

Vista do forte antes de seguir a pequena trilha

Tomando bastante cuidado com o terreno ingrime, é possível ir além das ruínas do forte e admirar uma das vistas mais fascinantes da baía de Paraty, onde o azul do mar se mistura com o céu e algumas ilhas furam esse plano azul infinito. Alguns minutos observando é o suficiente para retomar o fôlego e retornar ao centro com muita satisfação por ter conhecido tudo isso.

Impossível dizer o que é água e o que é céu
Tive que fotografar quando encontrei sinais de vida

Caso a caminhada tenha tomado um pouco da sua energia e seja necessário parar para tomar uma água, um suco ou uma cerveja gelada, a Praia do Pontal é próxima ao forte e existem algumas barraquinhas agrupadas em que é possível reabastecer as energias ou quem sabe, ficar um pouco mais por lá batendo papo com a galera local que é extremamente agradável e receptiva, diga-se de passagem. Quanto ao banho na praia, não tenho muitos detalhes porque fiz só uma parada rápida, mas algumas pessoas estavam mergulhando pra aliviar o calor de 30 graus que fazia.

Praia do pontal, um ótimo lugar pra parar e perceber que você se perdeu andando pela cidade

Passeios nos arredores de Paraty

Infelizmente não posso opinar sobre o que não vivenciei, mas além de todos os passeios detalhados nos tópicos anteriores, existem passeios e trilhas nos arredores de Paraty. Como disse no tópico Informações Importantes, Paraty é cercada pela Serra da Bocaina, a maior reserva da Mata Atlântica no Brasil, dentro dela é possível fazer diversas trilhas subindo em morros e encontrando, inclusive, cachoeiras. Então, se você tiver mais tempo do que eu, consulte uma agência de turismo e não perca essa oportunidade. Pelo que conheço de Paraty, posso lhe assegurar que a cidade não vai lhe desapontar, cada canto é uma experiência maravilhosa!

Onde se hospedar em Paraty?

Eu resolvi adiantar esse tema aqui no post porque o lugar que me hospedei merece uma atenção especial e agregou um valor gigantesco à minha viagem.

Antes de começar a falar sobre o lugar, queria desviar um pouco e agradecer o Denis – dessa vez eu lembrei o nome – por ter sido um anfitrião sensacional, receptivo, dando ótimas dicas e, principalmente, por ter sido tão gente boa! Abração, Denis!

Bom, voltando à hospedagem, Paraty é cheio de pousadas e hostels nas mais diversas localizações. Se você não estiver de carro, recomendo que fique o mais próximo possível do centro histórico por razões óbvias: você irá gastar menos com transporte (uber, transfer e etc) e terá facilidade para encontrar esses meios de transporte caso necessite.

Agora, se estiver de carro, você pode explorar as redondezas de Paraty, inclusive os morros. Essa não é uma recomendação muito comum, porque acaba sendo um pouco distante do centro histórico e alguns lugares tem acesso relativamente difícil, mas você pode encontrar lugares fascinantes por essa região.

Dependendo do tipo de acomodação que você procura, a diferença de preços entre uma localização próxima do centro e outra nos arredores de Paraty pode ser significativa, portanto fique atento e analise bem suas prioridades.

No período de planejamento da minha viagem, inicialmente eu estava procurando por acomodações próximas ao centro e, por se tratar de alta temporada, não achei os preços muito convidativos (pra não dizer que estavam salgados). Então comecei a procurar por hospedagens alternativas – já que estava de carro eu podia relevar um pouco a distância -, foi quando encontrei o Chalé do Denis. De cara já chamou minha atenção, pelas fotos e comentários dava pra ver que era bem confortável, com uma vista muito bonita e ficava apenas à alguns minutos do centro de Paraty, subindo um dos morros próximos. O Denis, anfitrião que saudei no início do texto, foi bem transparente e prestativo ao orientar como achar o chalé, então vi que realmente poderia ser uma ótima experiência.

Fechamos a reserva!

Se você não tem o costume de conversar com o anfitrião da sua reserva no Airbnb, aconselho que comece a criar, porque isso pode lhe poupar de algumas dores de cabeça.

Ao chegar em Paraty comecei a procurar o local e à medida que seguia as orientações do Waze confesso que comecei a me arrepender um pouco, pois eram várias subidas e a estrada era bem irregular. Mas ao encontrar o chalé e conhecer o lugar, mal consegui acreditar…

Logo que você entra, dá de cara com o orquidário gigante e incrível que o Denis mantém, com centenas de orquídeas das mais infinitas cores. Poucos metros acima, acompanhando a inclinação do terreno, há uma plantação de pinheiros que o Denis também mantém para podar e criar os Bonsais (aquelas “arvores em miniatura”), e que trabalho F#%$ ! Nunca pensei que fosse algo tão calculista e delicado a cultura do bansai. A casa de Denis fica um pouco acima dos pinheiros e um pouco abaixo do chalé onde me hospedei. O chalé fica isolado do restante do terreno, na parte mais alta dele, e há privacidade total ao mesmo tempo em que é possível manter contato com o anfitrião de forma rápida se necessário.

Devido à sua altura, a vista panorâmica é extraordinária! É possível acompanhar a serra até o centro de Paraty bem no final, bem minúsculo. As paredes do chalé são todas de vidro, então ao amanhecer você pode acompanhar da sua cama o sol nascendo por dentro das serras e é a cena que mais marcou minha viagem (esse foi o motivo de eu ter acordado tão cedo como disse nos tópicos anteriores). À noite, tive o privilégio de contemplar uma chuva de relâmpagos no horizontes, essa com certeza foi a segunda cena que mais marcou a minha viagem.

As definições de qualidade de vida foram atualizadas…
Incrível.
É show da natureza 24 horas por dia nesse lugar

Pra quem gosta de meditar, Denis criou praticamente um santuário no meio de um bambuzal em que é possível sentar no mais absoluta silêncio e praticar meditação.

Outro ponto que preciso destacar é que todo alimento do chalé é proveniente do terreno. Todos os frutos são da terra, a água é da fonte próxima, só a cachaça artesanal que é de Minas mesmo mas é excelente (aos amantes: moderação, mas não tanta).

Dos alimentos não tem foto, mas da cachaça não podia faltar

Eu poderia criar um post exclusivo pra descrever minha experiência com essa hospedagem, porque com certeza foi uma das melhores que já vivenciei na vida. Mas acredito que todos que vão ou tem vontade de ir à Paraty precisam conhecer esse tipo de alternativa de hospedagem. Eu não encontrei em nenhum outro site esse tipo de recomendação, encontrei por acaso e resolvi experimentar, agora eu encorajo todos a fazer o mesmo!

Faço questão, inclusive, de deixar o link aqui aos interessados:

Chalé do Denis

Culinária em Paraty

Bom, minha passagem por Paraty foi bem rápida, então realmente não consegui explorar tanto a culinária local. Mas posso destacar alguns lugares que fizeram parte da minha experiência.

Margarida Cafe

O Margarida Cafe foi o restaurante que mais frequentei em Paraty.

Localizado no centro histórico, em um casarão colonial, ele é um restaurante tradicional de Paraty, famoso por seus pratos gourmet, pelo ambiente extremamente agradável, pelos drinks e pela adega extremamente diversificada.

No jantar, o restaurante estava bem cheio – mas não foi difícil encontrar lugar – e a música ao vivo de ótima qualidade foi a trilha sonora pra degustação de drinks que inventei pra me manter alcoolizado depois de passar a tarde inteira tomando cerveja durante o passeio e, sem dúvidas, foi uma ótima ideia. Os drinks estavam muito bons, e as entradas que pedi para acompanhar também estavam sensacionais. Os drinks, infelizmente, não lembro de todos, mas o mojito e o Aperol Spritz estavam ótimos. Já as entradas foram um ceviche e um carpaccio, também estavam sensacionais!

O restaurante também abre para o café da manhã e já não é tão movimentado quanto na janta. No cardápio é possível escolher individualmente o que deseja comer/beber ou você pode optar por uma combinação, praticamente um café da manhã completo, as opções de brunch. No meu caso, optei pelo brunch 1 do cardápio e, assim como o jantar, estava tudo ótimo!

Não achei o restaurante muito caro, na verdade, tudo estava dentro da normalidade e de acordo com o que oferecia. As opções de brunch no café custavam aproximadamente 20 reais (já inclui café, suco, iogures, geleias e sanduiche), ou seja, valia cada centavo. No jantar as entradas custaram em torno de 40 reais cada e o preço dos drinks eu não lembro bem, além do couvert cobrado de aproximadamente 10 reais. No fim das contas, é um ótimo lugar para visitar em Paraty.

Bambu bar

Mencionei o Bambu Bar no tópico de passeios em Paraty mas vou detalhar um pouco mais sobre ele aqui.

O restaurante fica localizado na Praia Vermelha, e é necessário um barco para chegar até la, no meu caso, o restaurante era um dos destinos do meu passeio de escuna, então acabou unindo o útil ao agradável.

O local é bem rústico e simples, todo aberto, à beira da praia, dessa forma é possível tomar um banho de mar enquanto espera o seu pedido chegar (o que não demora muito para acontecer).

O cardápio é bem variado, mas a predominância é de frutos do mar. Decidi provar um camarão recomendado por um dos funcionários de lá, não lembro exatamente dos detalhes do prato, mas estava realmente divino! E para beber, uma cerveja estupidamente gelada pra acompanhar… não tem como ficar melhor que isso.

Já avisei anteriormente, mas reforço… Se você estiver acompanhado, não se preocupe com a quantidade de comida, o prato serve tranquilamente – e muito bem – duas pessoas, portanto concentre suas energias na escolha do prato.

Depois de matar a fome, não precisa se preocupar com surpresas na conta. O preço é acessível e bem justo. Se você estiver passeando pela baía e seu guia disser que o almoço é na Praia Vermelha, pode sorrir…

Quando ir à Paraty?

O clima em Paraty varia bastante ao longo do ano, normalmente o verão – final de Dezembro à Março, aproximadamente – em Paraty é mais chuvoso, já o inverno – final de Junho à Setembro, aproximadamente – é quando o céu clareia e o sol é mais intenso. Essas duas estações são consideradas as altas temporadas em Paraty, onde o fluxo de turistas é maior e os preços sobem.

Já as estações como Primavera e Outono, são sempre as recomendações para quem quer visitar uma cidade mais calma, menos lotado e relativamente mais barata. Nessas estações há pouca incidência de chuva, no entanto o que chama atenção é a amplitude térmica desse período. No outono, a temperatura durante o dia gira em torno de 30°C mas pode baixar conforme se aproxima o anoitecer até chegar à casa dos 18°C. O mesmo efeito acontece na primavera.

Minha viagem a Paraty foi no meio de Dezembro então consegui pegar o fim da primavera e, como descrevi ao longo do post, foi um período maravilhoso para visitar a cidade!

Como chegar à Paraty?

Para chegar a Paraty é necessário passar pelos estados do Rio de Janeiro ou São Paulo, portanto, se você não mora na região, o primeiro passo é chegar em um desses estados. Para isso existem dezenas de alternativas dependendo do estado em que você estiver partindo, mas caso opte pela ponte aérea, recomendo sempre ficar de olho nos sites e aplicativos do Melhores Destinos e Passagens Imperdíveis, eles disponibilizam várias promoções à preços excelentes ao longo do ano e pode ser que uma delas se encaixe nos seus planos.

A partir do momento em que você se encontra em terras Cariocas ou Paulistas, são inúmeras as opções para ir à Paraty, tudo depende do seu planejamento.

Infelizmente não tenho como passar muitos detalhes sobre as outras alternativas, mas alugar um carro e pegar a estrada para Paraty é uma experiência muito tranquila e prazerosa. A rodovia Rio-Santos acompanha o litoral, então boa parte do caminho você é abençoado com uma vista incrível do mar, além das condições da estrada serem ótimas.

Bom , pessoal, essa foi minha experiência inesquecível em Paraty, um dos lugares mais bonitos que já visitei e não vejo a hora de voltar. Espero que esse post tenha atiçado seu espírito viajante e adicionado mais um destino à sua lista de próximas viagens.

Fique à vontade para deixar seu comentário!

6 comentários em “Paraty: A realidade é mais bonita que as fotos

  1. Olá Ricardo
    Excelente matéria.
    Guia perfeito para Paraty.
    Com poucos dias de estadia, conseguiu capturar a essência deste lugar, dicas preciosas para quem quer conhecer.
    Foi um prazer poder recebê -lo, espero que volte em breve.
    Será muito bem vindo.
    Abraço
    Denis

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigado pelo comentário, Denis! Muito bom tê-lo aqui e ver que aprovou o post. Abração!

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  2. Ana Flávia Bastos Arraes 4 de janeiro de 2020 — 20:52

    Lugar lindooo!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Até demais! Obrigado pelo comentário!

      Curtir

  3. Amamos essa cidade. Parabéns pelo conteúdo!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Impossível não amar, não é mesmo?! Obrigado pelo comentário!

      Curtir

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